Migração para a cloud: estratégias e como não falhar
Migrar para a cloud é um daqueles projetos que podem correr muito bem ou tornar-se num pesadelo de custos e quedas. A diferença quase nunca está na tecnologia, mas no planeamento: em compreender o que se migra, como e por que ordem. Uma migração bem feita moderniza a empresa e reduz custos; uma mal feita simplesmente transfere os problemas de sempre para uma fatura mais cara. Neste artigo explicamos como abordar uma migração para que corra bem.
Revemos as estratégias de migração (os conhecidos 6 erres), as fases de um projeto bem planeado e os erros mais comuns que convém evitar.
As estratégias de migração (os 6 erres)
Nem todas as aplicações se migram da mesma forma. O modelo mais usado distingue seis estratégias consoante quanto se transforma cada carga:
- Rehost (lift-and-shift): mover tal e qual, rápido mas sem aproveitar a cloud.
- Replatform: pequenos ajustes para ganhar eficiência sem reescrever.
- Refactor: redesenhar a aplicação para aproveitar de verdade a cloud.
- Repurchase: mudar para uma solução SaaS equivalente.
- Retire: desligar o que já não se usa (mais habitual do que parece).
- Retain: deixar em local o que não faz sentido migrar ainda.
Como escolher a estratégia adequada
A estratégia correta depende do valor de cada aplicação e do seu estado técnico. Um sistema crítico e com futuro costuma merecer um refactor que o modernize; um que funciona mas não é estratégico pode ir com um simples rehost; e o que já ninguém usa deveria ser retirado. O erro é aplicar uma só estratégia a tudo: o eficiente é analisar o inventário de aplicações e atribuir a cada uma a estratégia que maximiza o seu retorno.
As fases de uma migração bem planeada
Uma migração séria atravessa fases claras: descoberta e inventário (o que tem e como se relaciona), avaliação (que estratégia para cada carga), design da arquitetura de destino, um teste-piloto com cargas não críticas, a migração por vagas e, finalmente, a otimização uma vez na cloud. Migrar por vagas, começando pelo menos arriscado, permite aprender e corrigir antes de mexer nos sistemas críticos.
Erros comuns a evitar
As falhas mais habituais são previsíveis: fazer um lift-and-shift de tudo sem otimizar (e acabar a pagar mais do que antes), não estimar bem os custos, subestimar a complexidade das dependências entre sistemas, descurar a segurança na configuração e não formar a equipa. Todas se evitam com planeamento e com um teste-piloto que traga à luz os problemas quando ainda são baratos de resolver.
Segurança e conformidade durante a migração
Um ponto que se descura com frequência é a segurança durante o próprio processo de migração. Mover dados sensíveis para a cloud exige cifrá-los em trânsito e em repouso, rever quem tem acesso a quê e configurar corretamente as permissões desde o primeiro dia, já que um bucket mal configurado é uma das causas mais comuns de fugas de dados. Além disso, consoante o setor, há que garantir a conformidade legal (RGPD, residência dos dados) e deixar registo das atuações para futuras auditorias. Integrar a segurança no plano de migração, e não como uma revisão final, evita incidentes caros e atrasos de última hora.
Migrar é também a oportunidade de modernizar
A migração não deveria ser apenas uma transferência: é o melhor momento para eliminar o que sobra, modernizar o que traz valor e deixar uma base sobre a qual crescer. Aproveitar o projeto para introduzir automatização, melhorar a observabilidade e redesenhar as cargas-chave converte uma despesa obrigatória num investimento que se paga em agilidade e eficiência durante anos.
Na AxiomTech planeamos e executamos migrações para a cloud por vagas, escolhendo a estratégia adequada para cada carga e aproveitando o projeto para modernizar. Se quer migrar sem surpresas de custo nem de desempenho, falemos e propomos-lhe o passo seguinte.
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